100 anos do underground catarinense? Sim, mas não só isso: o River Rock mostrou que a cena está viva!

Engraçado quando me falam que o Rock morreu, as músicas de ‘estilo’ tomam conta e as pessoas migram para outros estilos. Até pode ser que ele deu um espaço pra ver se os outros se perpetuam, com toda sua educação de sempre, mas enquanto a #cena estiver produzindo, o Rock tá vivo.

Quer um exemplo disso? A pouco mais de duas semanas atrás Indaial reuniu novamente produtores, músicos, público, imprensa em um dos maiores festivais de camping do sul do Brasil. A aliança entre todos era evidente, todos queriam o mesmo: ter seu espaço, talvez fugir um pouquinho da realidade em que vivemos e por que não bater a cabeça com toda a força!

Estive lá e trago um pouquinho de tudo que rolou lá. Só que, quando comecei a escrever, comecei a pensar em tudo que aconteceu, comecei a ler toda a cobertura dos queridos veículos que estiveram lá e vi: não adianta eu só escrever das bandas, como rolou cada momento, mas preciso de algo diferente, algo único, que realmente nos faça refletir sobre OS TRÊS DIAS MAIS PESADOS DA MINHA VIDA.

Recital encantou o público presente que curte um lindo vocal.

Do som mais punk da Turba Iracunda, que até partiu pro mosh com o público, a delicadeza do recital apresentado, passando pelo heavy melódico, trash, doom e a calmaria da Blues Etílicos pra fechar, não tenho como não dizer: estava no lugar certo, nos dias certos e o feriado com toda certeza valeu cada minuto.

O Festival e a união da #cena

Esse ano o River rolou no Rota KM 66, novo espaço criado exclusivamente para o evento e que já pensa em novos ares para os próximos anos. O público era o mais diferente possível: galera do punk, headbangers, moicanos, famílias inteiras, muitas crianças, além dos produtores de vários festivais de Santa Catarina e outras várias bandas do estado.

É de pequenino que se aprende o amor pelo Rock! |m|

Identificamos pelo menos 6 bandas, que não tocaram no evento, mas foram fortalecer a cena: Balboa’s Punch, Captain Cornelius, Homem Lixo, Juggernaut, Somberland e Tandra. Talvez várias outras ainda estavam lá e quem sabe, MUITAS MAIS vão pra cima desafiar o homem e formar as suas novas.

Dos produtores de Santa Catarina, mais 6 pelos menos: Agosto Negro, Frai’n Hell Rock Festival, Iceberg Rock, Maniacs Metal Meeting, Otacílio Rock Festival e Rock In Hell Do Campo. Aliás, é algo que identifiquei bem vivo em eventos que partem mais ao Metal, onde os produtores criaram uma espécie de união e trânsito entre todos os festivais, fortalecendo ainda mais a cena.

Camping, Sentimento e Coletividade

A estrutura do Camping não deixou a desejar, apesar de que os banheiros algumas vezes tiveram seus momentos ruins por conta do grande público que compareceu ao evento. Pra quem não foi preparado para os três dias com rango, o River ofereceu boas opções pra quem queria encher a barriga, além de boas opções para os amantes da lida buena e do bom trago (eu escrevi isso?).

As grades bem próximas ao palco deram uma sensação de estar em cima do palco com as bandas, onde em algumas apresentações, até as grades foram retiradas pra dar mais proximidade com o público.

Sensação de estar quase dentro do palco? Rolou também no River Rock Festival!

A Aliança da Imprensa

A aliança que nós da imprensa tivemos entre todos do meio partiu pra algo único, muito pouco visto em vários eventos que já cobri ou produzi. A Sangue Frio Produções coordenou tudo e apesar de não estar presente, colocou o grande amigo Guigo Romagna, do Urussanga Rock Music pra coordenar o pessoal.

Steel Warrior com seu Power Metal até acabou com as luzes duas vezes. Mas voltou ainda melhor em ambas oportunidades \o

Apesar de algumas bandas se reservarem mais e não darem um acesso tão livre para a cobertura, a grande maioria nos deu muito espaço, assim como os idealizadores Adilson Frenzel, Adriano Ribeiro, Ariel Frenzel, Larissa Giovanella, Regiane Santos e Valdecir Valda.

Cobertura completa do Cena Livre (em alta)

RIVER ROCK 2018 - CENA LIVRE (GUILHERME LINDNER) (205)

Quer saber mais de tudo que rolou? Se liga em toda a cobertura que a imprensa fez:

Por Guilherme Antonio Karsten Lindner

Produtor, Redator e Fotógrafo